
DUETO
Para onde vamos?

Um solo de palavras e discursos reivindicativos.Frases de Maria Veleda são lançadas através de uma musicalidade da voz, num tom de convicção e luta. Música ao vivo persegue estes discursos de conteúdo político e social. Reivindicações muito actuais afinal conquistadas há muito pouco tempo por mulheres como esta.
A solo in words and protest speeches. Maria Veleda’s phrases are expressed through a vocal musicality in a tone of conviction and struggle. The demands that are expressed are very topical and were finally achieved a short time ago by women such as this.
filipafrancisco
E s p e c t á c u l o ≈ s how
para onde vamos?
Mientras Tanto

Para onde vamos?

SOLOS COM CONVICÇÃO, são um conjunto de trabalhos performáticos criados por seis bailarinas/criadoras pertencentes a uma jovem geração de artistas portuguesas. Tomam a História de algumas mulheres singulares e de forte personalidade do tempo da 1ª República, para a partir desta criarem pontos de vista próprios, coreográficos e dramatúrgicos.
São peças curtas de cariz contemporâneo prontas a habitar jardins, coretos, espaços de lazer e de ar livre.
A razão deste programa de solos femininos está na vontade de celebrar este grupo de mulheres carismáticas e corajosas, possuídas por uma energia por ventura semelhante à energia da dança. Souberam avançar no arranque do século, por um território, onde a voz masculina predominava e conquistaram com cautela e firmeza um lugar e uma presença. Esse lugar não se perdeu. Hoje muitas vezes sem darmos por isso, usufruímos dessas conquistas que valorizam de forma séria, o contributo feminino para a sociedade. Curiosamente, na História da Dança Ocidental, também foi e continua ainda a ser importante levantar esse género de voz. O discurso coreográfico está ainda arredado da atenção de muitos. Tomámos também por isso, o facto dos jardins terem ganho evidência durante a 1ª República, como lugares de encontro e debate público, de lazer colectivo e de descanso. Decidimos apresentar estes trabalhos nas relvas ou dentro de coretos, lugares por excelência de convergência artística, onde através dos tempos, as bandas filarmónicas tomaram o seu lugar, outra conquista de prática musical e comunitária deste tempo que se comemora.
Cada intérprete/ criadora seguiu um rumo. Um rumo seu, ora mais evidente na utilização de aspectos relativos à obra e personalidade de uma ou mais destas mulheres, ora optando por agarrar simplesmente aspectos, elementos marcantes e presentes nos seus percursos de vida e tratá-los de maneira evocatória e mais abstracta. Atmosferas, incidentes, sentimentos, caminhos, fatalidades e conquistas são algumas das pedras de toque destas peças novas também elas de alguma forma republicanas.
Para onde vamos? É o título de um dos escritos de Maria Veleda. Esta frase representa para mim, o muito que as mulheres conquistaram, mas também o quanto ainda é necessário fazer, para assumirmos um papel cada vez mais presente em todos os campos da vida social e politica.
Foquei-me na figura da Maria Veleda, construindo uma performance onde as suas palavras se juntam a de outras de mulheres desta época. É uma peça que foca a ideia de discurso, onde o corpo está imerso em palavras (que ainda hoje são actuais). Ao longo da performance o público vai-se tornando em participante de um evento, que se vai construindo pouco a pouco, até se transformar e transformar o público em manifestantes.
Filipa Francisco
Concepção e direcção artística: Filipa Francisco
Co-criação e interpretação: Filipa Francisco e antóniopedro
Banda sonora: antóniopedro
Figurinos: Ainhoa Vidal
Fotografia: antóniopedro
Apoio: Associação Alkantara, Companhia Caótica, Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, Departamento ANIM - Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, Forum Dança, Fábrica Braço de Prata.
Agradecimentos: Patricia Francisco, Matthiew Réau, João Pinto, Miguel Pereira, Madalena Vitorino, Sara Moreira, Manuel Mozos, Joaquim Brito (Extrimage), Moz Carrapa.

CENTAMOSTRA
Dia - 14 de Setembro, 14.30 horas.
®existir-2008 apresentação documental.Filipa Francisco, Lara Soares, Joana Sá e Luís Martins. Área: Pluridisciplinar. Dia - 14 de Setembro, 14.30 horas.
Local- CENTA (estúdio)
Projecto pluridisciplinar de formação e criação artística contínua, desenvolvido no E. P. de Castelo Branco, concebido e coordenado pela coreógrafa Filipa Francisco, desde 2001. A metodologia cruza as artes performativas, as artes plásticas e a escrita, orientando-se para a construção de um “produto” que é apresentado publicamente, no final de cada ano. È um espaço de investigação na área da Dança para a Comunidade e, simultaneamente, motor de desenvolvimento pessoal e interpessoal dos reclusos envolvidos. Projecto único, em Portugal, tem conseguido aliar o respeito pelo tempo requerido num processo que respeita e potencia as características de cada pessoa e o fulgor da criação contemporânea - em 2006 a peça criada-“Nus Meio” estreou no Teatro Camões, em Lisboa.
Filipa Francisco, Wonderfull’s Kova M & convidados
Festa do Avante
6 de Setembro, 24.00 h
Íman é uma coreografia plena de energia e cor, fundada na riqueza cultural do bairro da Cova da Moura e na experiência contemporânea das intérpretes. Desfile surpreendente de emoções, Íman combina alegria, tensão, explosão, amizade, cuidado. Ao ritmo de um "batuko" moderno, somos "agarrados" pela entrega dos corpos à dança, pela força contagiante da mulher. Em Íman, com Rosy, Bibiana e as Wonderfull's Kova M, comprova-se que beleza é este entrelaçar de distintas experiências culturais.
No final da coreografia, é apresentado um vídeo documentário que desvela o processo criativo.
C.V
Coreographer and performer.
Estudied dance, improvisation, dramaturgy and psychology .
Worked with the following stage directors and choreographers: Joaquim Benite, João Garcia Miguel, Lúcia Sigalho, Francisco Camacho, Madalena Vitorino, Vera Mantero, Rui Nunes, Paula Castro e Silvia Real.
Founding member, with Bruno Cochat, of the Theater-Dance Company “A Torneira”.
Most relevant Works: “ Nu Meio” (in Turim, Italy. Mousonturm Theater, Frankfurt) “O Nariz do meu pai” (Festival Danças na Cidade and Acarte, Lisbon), “There i stand” (in Culturgest , Lisbon). “Reading of lists” in Al kantara Festival, Lisbon).
Since 2000 she develops the project Rexistir, A project of formation and creation with the inmates of the Castelo Branco prison.

