Para onde vamos?


filipa francisco/ antóniopedro
Dia 7 de Março de 2010/22h/ Fábrica Braço de Prata/Lisboa

SOLOS COM CONVICÇÃO, são um conjunto de trabalhos performáticos criados por seis bailarinas/criadoras pertencentes a uma jovem geração de artistas portuguesas. Tomam a História de algumas mulheres singulares e de forte personalidade do tempo da 1ª República, para a partir desta criarem pontos de vista próprios, coreográficos e dramatúrgicos.

São peças curtas de cariz contemporâneo prontas a habitar jardins, coretos, espaços de lazer e de ar livre.

A razão deste programa de solos femininos está na vontade de celebrar este grupo de mulheres carismáticas e corajosas, possuídas por uma energia por ventura semelhante à energia da dança. Souberam avançar no arranque do século, por um território, onde a voz masculina predominava e conquistaram com cautela e firmeza um lugar e uma presença. Esse lugar não se perdeu. Hoje muitas vezes sem darmos por isso, usufruímos dessas conquistas que valorizam de forma séria, o contributo feminino para a sociedade. Curiosamente, na História da Dança Ocidental, também foi e continua ainda a ser importante levantar esse género de voz. O discurso coreográfico está ainda arredado da atenção de muitos. Tomámos também por isso, o facto dos jardins terem ganho evidência durante a 1ª República, como lugares de encontro e debate público, de lazer colectivo e de descanso. Decidimos apresentar estes trabalhos nas relvas ou dentro de coretos, lugares por excelência de convergência artística, onde através dos tempos, as bandas filarmónicas tomaram o seu lugar, outra conquista de prática musical e comunitária deste tempo que se comemora.

Cada intérprete/ criadora seguiu um rumo. Um rumo seu, ora mais evidente na utilização de aspectos relativos à obra e personalidade de uma ou mais destas mulheres, ora optando por agarrar simplesmente aspectos, elementos marcantes e presentes nos seus percursos de vida e tratá-los de maneira evocatória e mais abstracta. Atmosferas, incidentes, sentimentos, caminhos, fatalidades e conquistas são algumas das pedras de toque destas peças novas também elas de alguma forma republicanas.

Madalena Victorino

Para onde vamos? É o título de um dos escritos de Maria Veleda. Esta frase representa para mim, o muito que as mulheres conquistaram, mas também o quanto ainda é necessário fazer, para assumirmos um papel cada vez mais presente em todos os campos da vida social e politica.

Foquei-me na figura da Maria Veleda, construindo uma performance onde as suas palavras se juntam a de outras de mulheres desta época. É uma peça que foca a ideia de discurso, onde o corpo está imerso em palavras (que ainda hoje são actuais). Ao longo da performance o público vai-se tornando em participante de um evento, que se vai construindo pouco a pouco, até se transformar e transformar o público em manifestantes.

Filipa Francisco

Concepção e direcção artística: Filipa Francisco

Co-criação e interpretação: Filipa Francisco e antóniopedro

Banda sonora: antóniopedro

Figurinos: Ainhoa Vidal

Fotografia: antóniopedro

Apoio: Associação Alkantara, Companhia Caótica, Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, Departamento ANIM - Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, Forum Dança, Fábrica Braço de Prata.

Agradecimentos: Patricia Francisco, Matthiew Réau, João Pinto, Miguel Pereira, Madalena Vitorino, Sara Moreira, Manuel Mozos, Joaquim Brito (Extrimage), Moz Carrapa.

2 comentários:

Anónimo disse...

Hola Filipa

Espero que estejam bem

Beijinhos

Eric G.

I can't find your email but here's a nice video

http://www.youtube.com/watch?v=oYXjk_qn3cQ&feature=related

filipa francisco disse...

Hello Eric,
How are you?
my mail filipafrancisco7@gmail.com
big kiss
F.

C.V


Coreographer and performer.

Estudied dance, improvisation, dramaturgy and psychology .

Worked with the following stage directors and choreographers: Joaquim Benite, João Garcia Miguel, Lúcia Sigalho, Francisco Camacho, Madalena Vitorino, Vera Mantero, Rui Nunes, Paula Castro e Silvia Real.

Founding member, with Bruno Cochat, of the Theater-Dance Company “A Torneira”.

Most relevant Works: “ Nu Meio” (in Turim, Italy. Mousonturm Theater, Frankfurt) “O Nariz do meu pai” (Festival Danças na Cidade and Acarte, Lisbon), “There i stand” (in Culturgest , Lisbon). “Reading of lists” in Al kantara Festival, Lisbon).

Since 2000 she develops the project Rexistir, A project of formation and creation with the inmates of the Castelo Branco prison.

  • http//numeio.blogspot.com
  • www.alkantara.com
  • www.festivalt.org
  • www.panoramafestival.com